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Desenvolvimento Humano

Um Passeio na Cachoeira em São Francisco Xavier.

Eliane Mnhães      domingo, 19 de fevereiro de 2017

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Cachoeira Pedro David - São Francisco Xavier - SP.

 

Hoje é sábado 18/02/2017, ao acordar senti uma energia muito boa, meu coração estava em paz, era quase sete horas da manhã e logo percebi que a televisão estava ligada e o curso ao qual já havia feito mais de uma vez, falava sozinho, estranho, era como se em meu sono profundo, de alguma forma estava lúcida e entendia a voz do professor no vídeo como se fosse uma continuidade das aulas ao qual já entendia o conteúdo.

Relutei mas decidi por me levantar e tomar um banho, ainda no banheiro, percebi que minha mãe abriu a porta da sala, “mãe, estou no banho mas já vou sair”, ouvi a resposta dela e me apressei em sair do banheiro; eu tinha meu planejamento naquele dia, muito vago; pensei em tentar vender meu carro, mas logo lembrei que sábado não era um bom dia para tal negociação; pensei em caminhar um pouco pela cidade, mas logo concluí que seria tempo perdido; senti que estava com saudade de meus netos, mas pensei que era muito cedo e eles deveriam estar dormindo; então decidi que ficaria trabalhando no computador, assim meu dia seria muito mais produtivo, tinha decidido abrir o facebook e atualizar minhas páginas, embora sabia que o faria de forma profissional, pois fazia muito tempo que não olhava as páginas promocionais, nunca abria o feed de notícias, pois considerava uma completa perda de tempo, pois nada me acrescenta em conhecimento e minha sede de aprender não me permitia tal comportamento.

 

O CRONOGRAMA DO DIA - SÁBADO.

 

Desci com minha mãe e a deixei na igreja, pois o sábado insistia em fazer seu próprio cronograma.

Ao retornar para casa, pensei em dar uma volta na feira, que se fazia à algumas ruas próximas de casa; logo em uma das primeiras barracas, algo me chamou a atenção, uma barraca de aromatizadores de ambiente; havia pequenos frascos de vidros vazios onde eram colocados os aromas de acordo com o gosto cliente, o proprietário se chamava Sr. Marcos e de cara foi muito atencioso e nos prolongamos em uma longa e agradável troca de informações; o que mais me deixou feliz foi as lembranças de nossas infâncias, a vida na roça, os alimentos típicos, como pamonha com todo seu ritual de fabricação; as carnes de porcos enlatadas que comiamos logo de manhã com mandioca ou em farofa; as brincadeiras, a educação rígida porém acertada; o leite vaca e muitas outras lembranças que foram interrompidas com minha filha ao celular, perguntando por meu filho Eduardo, ao responder que estava em casa ainda dormindo, me pediu que o chamasse para ir a uma cachoeira entre Monteiro Lobato e São Francisco Xavier e insistiu para que eu fosse junto com eles.

Eu, é claro disse que não iria pois tinha planos de trabalho para este sábado, ela insistiu mas terminei nossa conversa dizendo que estaria indo para casa chamar pelo Eduardo.

Me demorei mais alguns minutos concluindo os assuntos com Sr. Marcos e assim que cheguei em casa, ela, minha filha Mayara retornou a ligação dizendo que já tinha saído da casa dela e fazia questão de minha companhia, por incrível que pareça decidi não relutar e ir com eles.

 

A DECISÃO: VAMOS TOMAR UM BANHO DE CACHOEIRA.

 

Assim que cheguei no portão fui agraciada com os carinhos de meus netos; Samuel, de longe podia ouvir a voz dele me chamando, vovó, vovó, uma música para meus ouvidos, quando abri a porta de prédio pude ver a Helena, minha netinha de um ano e meio, sorrindo e saltitante para alcançar meus braços; é muito gostoso, muito prazeroso mesmo;

A viagem foi deliciosa e andamos setenta quilômetros sem ao mesmo perceber a distância; assim que atravessamos a cidadezinha de Monteiro Lobato, começamos a avistar as placas indicando a distância da cachoeira que se denominava Pedro David; minha filha Mayara reclamava que estava com fome e insistia para que meu genro Tiago parasse em uma padaria para tomarmos café, e é claro que ninguém queria parar, e aproveitamos para “zuar” com ela, pois só pensava em comer,,, rsrsrs.

 

CHEGAMOS; BEM VINDOS A CACHOEIRA PEDRO DAVID.

 

Não foi difícil achar uma vaga para estacionar o carro bem próximo ao portão de entrada da cachoeira, decidimos por entrar primeiro e descobrir como era o funcionamento da estrutura e ficamos surpresos com a disposição, havia mesas com banquinhos, um tipo de lugar específico para as pessoas se alimentarem.

Meu genro Tiago e meu filho Eduardo voltaram ao carro para buscar os alimentos que faríamos como uma espécie de piquenique. O Samuel logo se sentou, meio “ressabiado” com os possíveis “bichos”, como formigas, besouros, borboletas e qualquer outro tipo de insetos, pois morre de medo de todo tipo de “bicho”; a Helena, totalmente ao contrário do Samuel, insistia, com seus pequenos dedinhos, em conseguir pegar uma formiga que fazia de tudo para fugir dela.

Com o lanche sobre a mesa, eu e o Tiago revezamos entre comer e fazer a Helena e o Samuel comer; o Eduardo e a Mayara, tentava disputar quem comia mais; o Eduardo parou primeiro, alegando estar mesmo de regime e como parecia estar mesmo disposto a diminuir a quantidade de alimentos ingeridos, falou: dessa vez eu vou emagrecer, é claro que minha filha num tom de “desdenho”, riu e retrucou; quero ver isso mesmo!

Já caminhando pela trilha que beirava o rio, era possível avistar as pedras no fundo do rio, a água era límpida fazia um ruído agradável ao  bater nas grandes pedras em seu meio, ensaiava pequenas cachoeiras e transpirava frescor; todo ambiente estava muito limpo e organizado, havia lixeiras a cada distância, degraus de concreto nos lugares íngremes e um reforçado corrimão protegendo-nos da proximidade perigosa do barranco do rio.

Esta trilha a margem do rio, tinha mais ou menos uns quinhentos metros e era possível avistar várias entradas para pequenas cachoeiras, onde já havia algumas pessoas brincando, nadando, comendo, enfim, pequenos grupos se dispersavam ao longo do rio.

Decidimos descer mais e mais até encontrar um local mais propício para as crianças. A Mayara logo encontrou um jeito de se distrair, tropeçar em uma pedra e acreditar ter torcido o pé, ela sabia que seria mais um motivo para rirmos dela, se não fosse possivelmente trágico, seria cômico, não pudemos deixar de rir é claro, “se você tivesse torcido o pé, teríamos que chamar o guincho” rsrsrs, ainda bem que foi alarme falso e ela logo se levantou e continuamos descendo.

 

cachoeira Pedro david -São Francisco Xavier - SP

 

A ÁGUA ESTA MUITO GELADA, MUITO GELADA MAS CONVIDATIVA.

 

Parecia o fim da trilha e achamos o lugar mais adequado para as crianças, pois havia um longo espaço com pedrisco e água transparente e tinha uns trinta centímetros de profundidade. A água estava muito gelada, parecia tocar os ossos. Enquanto reforçava o protetor solar nas crianças, podia ouvir os gritos, “a água está muito gelada, muito gelada”.

Aquele cheiro de relva, penetrava minha alma, sentada numa pedra com os pés imersos na água, dava pequenas pedras para que a Helena jogasse na água enquanto observava as pessoas ao redor, meu filho, meu genro e minha filha já tinha criado coragem para imergir na água gelada, mas convidativa.

Era impossível impedir meus pensamentos vagar por tamanha beleza daquele lugar; a natureza realmente é bela e sábia. O corpo relaxa, a alma se acalma e uma alegria natural logo tomou conta de todo meu ser, como era lindo e agradável, o cheiro, a umidade do ar, o barulho da água batendo nas pedras e o chiar das folhas se movendo com o bater do vento.

Deus está mesmo em todo lugar, sentia a presença Dele em cada movimento das águas, em cada pedra e em cada vegetação ali adornando aquele lugar; mais que isso, era possível senti-Lo no ar, naquela brisa vinda de uma pequena cachoeira a uns dez metros do local ao qual estávamos, seu amor incondicional nos inundava de paz, sua sabedoria acalentava nossos corações.

Fui surpreendida com uma vontade de alcançar a cachoeira e incentivei meu filho a me ajudar, rimos muito dos tombos e tropeções nas pedras ao fundo do rio, mas enfim pude sentir a força da água massageando meus ombros, minhas costas e todo meu corpo, estava bom demais, aquela água salutar parecia penetrar minha pele dos ombros e lavar todo meu interior, arrancando com sua força natural e levando com ela tudo que me impedia de ser próspera e feliz. Depois de alguns minutos de intensa satisfação a água com sua força me deslizou entre as pedras e me colocou em um lugar com água calma e aquecida de uma fórmula natural sobrenatural..

Pra mim nada mais seria necessário a esse dia, estava realizada e completa de corpo e alma; me ative a cuidar do Samuel e da Helena enquanto observava meus filhos e meu genro se divertirem.

 

O CANSAÇO ERA INEVITÁVEL - O RETORNO

 

Todos estavam cansados de brigar com as forças da água e iniciamos a subida da trilha, lentamente e com muito cuidado para não tropeçar nas pedras, fizemos o retorno; a cada momento que avistávamos uma nova entrada no rio, ensaiávamos entrar novamente, mas o cansaço falava mais alto e retornamos ao carro.  Entre risos e muita alegria, já estávamos voltando quando minha filha pediu para tomar um cafézinho e paramos na praça da cidadezinha histórica de Monteiro Lobato; Helena com seu profundo e inocente amor pelos animais, logo se aproximou de uma linda cachorra branca, que agora não me ocorre com certeza a raça, mas era muito grande e tanto qual carinhosa e receptiva, estava presa a uma corda segura por sua dona, simpática e muito educada insistia em assegurar que não havia perigo e que permitisse os carinhos, foi incrível, a Helena rapidamente sentou-se ao lado dela e a abraçava, fazia carinho e até ensaiava beijá-la. Depois de um cafézinho, retornamos ao nosso caminho de volta para casa.

Até nossa próxima aventura, que a benção de Deus ilumine a todos com seu amor incondicional, que a centelha divina nos faça resplandecer e iluminar a nós e a todos e tudo o quanto for possível.

 

Cachoeira Pedro David -São Francisco Xavier -SP

 

 

Cachoeira Pedro Davi - São Francisco Xavier

 

Localizada na estrada para joanópolis à 3 km do centro.

Possui várias quedas sendo a maior com 15 metro de altura.

Também possui bons locais para banho.

É a mais visitada.

Monitores ou guias no local: Não

Restaurante ou Bar: Não

Sanitários: Sim

Estacionamento: Sim

Taxa de visitação: Não

 

Cachoeira Pedro David - São Francisco Xavier - SP

 

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